quarta-feira, janeiro 11, 2006

Concurso BD AJ-COI

Pátina no Gesso

Pátina no Gesso

Materiais:- Pátina em Cera *
- Base Acrílica para Artesanato
- Solvente (terebentina)
- Pincéis de cerdas macias nºs. 4,6,10 e 12- Peça de Gesso- Panos de Malha para Limpeza- Pano para Lustro (flanela )

*Pátina em Cera
É uma Pasta para diversos efeitos de pátina, de fácil aplicação. Aplicações: com pano macio ou pincel sobre madeira, cerâmica, gesso, papel e cartolina. Para limpeza dos pincéis use um solvente (terebentina).Secagem total: 15 minutos. Após secagem natural, lustre com um pano macio. Dependendo da técnica utilizada, costuma-se lixar ou escovar a peça depois de seca.
Dicas: A preparação de superfícies é tão importante quanto o acabamento final. É nesta fase que propriedades anti-corrosivas e de aderência são proporcionadas ao substrato a ser pintado. Cada substrato requer uma protecção. Para que os produtos que serão utilizados depois da preparação, como as tintas e os vernizes, tenham boa aderência e não apresentem problemas, é fundamental que o trabalho de preparação da superfície seja bem feito. Evite realizar pinturas em ambientes com poeira.

O gesso deverá estar totalmente seco. Remover com lixa os excessos. Remover a poeira. Aplicar uma demão de fundo preparador (goma laca ou base acrílica). Não é recomendada pintura sobre superfícies tratadas com brilho. Repintura: Lixar por completo a superfície a fim de remover totalmente o brilho da tinta anterior.

Passo 1
Lixe a peça e remova o pó, em seguida, aplique duas demãos da Base Acrílica p/ Artesanato, aguardando secagem entre elas. Agora com o pincel mais largo pinte parte por parte do fundo da peça, utilizando a patina.. Para partes menores utilize pincéis mais pequenos.

Passo 2
Com um pano de malha, retire o excesso da tinta.

Passo 3
Faça uma mistura de verde com um pouco de preto, para obter um tom de verde escuro, e aplique em todas as folhas e ramos, para isso utilize o pincel nr.6

Passo 4
Remova o excesso da pátina com o pano de malha, da mesma forma que o passo anterior

Passo 5
Repita os mesmos procedimentos utilizando as seguintes cores: Uva - Misture azul com um pouco de vermelho. Amoras - Misture vermelho com um pouco de azul Cerejas - Misture vermelho com um pouco de amarelo Pêra - Utilize a cor verde e faça detalhes com o amarelo Maça - Utilize a cor vermelho e faça detalhes com amarelo Garrafa - Misture vermelho com um pouco de preto

Passo 6
Finalize, aplicando a pátina na cor ouro em algumas partes da peça, utilizando um pano de malha em forma de 'boneca'. Aguarde secagem, em seguida dê lustro com ajuda de uma flanela.

segunda-feira, outubro 31, 2005

pintura em tela com acrílico

Dicas
A tinta acrílica é uma tinta versátil, fácil de usar. É solúvel em água e a sua grande vantagem é a rapidez de secagem. Usada desde a década de 20, pelos muralistas mexicanos, este tipo de tinta está cada vez mais em evidência. Além de secar rapidamente, possui várias cores e, se bem trabalhada, proporciona um resultado final muito bom.Mas lembre-se: este tipo de tinta não deve ser misturado com tinta a óleo.

Pincéis - Os tipos mais utilizados são os chatos, redondos e ovais chatos. Os feitos com pêlo de porco, por serem mais duros, são ideais para espalhar a tinta em grandes áreas de tela. Já os de pêlo de marta são indicados para pequenos detalhes.

Tintas - O mercado oferece várias marcas nacionais e importadas de tintas acrílicas. Normalmente, o nome das cores não muda de uma marca para a outra.

Paleta - Qualquer superfície pode servir como paleta, desde que seja impermeável e uniforme.

Como transferir o desenho para a tela - Se tem facilidade para desenhar a tela apenas olhando o gráfico, é possível usar o carvão. Se preferir, transfira o desenho com o auxílio de um carbono (papel químico). Coloque o carbono sobre a tela e sobreponha uma cópia do desenho original ou o desenho contornado no papel vegetal. É importante transferir o desenho com muita suavidade e sem pressionar a tela.

Tipos de tela - Basicamente o mercado oferece dois tipos de tela: um com a trama fina, como o linho (ideal para trabalhos detalhados e retratos) e outro com a trama mais grossa, como a juta (indicado para pinturas com tinta mais espessa). Além disso, existem telas totalmente brancas e outras levemente amareladas. Além das telas convencionais, os artistas têm utilizado outros materiais para realizar suas obras. Durante a Idade Média eram usadas pranchas de madeira - chamadas de retábulos e nos dias de hoje as pranchas de chapa dura feitas com fibras prensadas têm oferecido óptimos resultados. Pranchas de papelão forradas com tecido e imprimidas também podem ser recursos utilizados para ensaios e estudos. São encontradas no mercado telas de algodão com tramas variadas: finas, lisas e delicadas. Outras de tramas acentuadas e ásperas. Há também as de linho ou juta. Alguns artistas fazem suas próprias telas e inovam lançando tecidos inéditos de fios sintéticos.

Efeitos diferenciados - Para obter suaves efeitos de textura, basta trabalhar com o pincel ou a espátula sobre a tinta a óleo húmida. No caso dos pincéis, cada tipo de pêlo proporciona um efeito. Já a espátula proporciona uma textura mais definida e marcante. Mas lembre-se: trabalhe sempre com pouca tinta na lateral da espátula. Assim, não se corre o risco de manchar ou estragar a pintura com excesso de tinta.

Limpeza e conservação da pintura - Somente após um ano de concluída, uma obra poderá ser envernizada. Para isso, a pintura deverá ser previamente limpa com um pano macio humedecido em essência de terebintina e depois que esta estiver seca, aplica-se uma camada fina de Verniz Cristal diluído em cerca de vinte por cento de essência de terebintina.
Antes de iniciar a pintura - Separe todo o material solicitado. Tenha, também, sempre um pedaço de pano por perto. Ele será muito útil para secar o pincel.
Técnica
1 Desenhe um esboço da imagem, mas sem detalhes. Procure fazer praticamente só os contornos. Comece pintando o elemento que está mais distante da cena, que é o céu.

2 Pinte os elementos que aparecem um pouco mais a frente do céu, que no caso são as matas e o rio. Como estão mais distantes, o céu, as matas e o rio estão um pouco mais "apagados" e "esbranquiçados"; não devem ter muitos detalhes. Deve fazer apenas os tons médios e os escuros.

3 Pinte os elementos que estão um pouco mais a frente dos anteriores, que são as árvores e as pedras. Mas lembre-se que a árvore deve ter agora poucos detalhes, preocupe-se mais com a distribuição da luz e sombra na árvore, usando apenas tons médios e escuros.

4 Pinte agora as folhas da árvore porque aparecem mais a frente do tronco e dos galhos. Pinte também agora a grama, mas preocupe-se mais com a distribuição da luz e sombra, sem muitos detalhes. Não se esqueça de usar apenas tons médios e escuros.

5 Passe a fazer agora alguns poucos detalhes adicionais no fundo, como os galhos na mata de fundo, mas de forma que pareçam ainda estar ao longe. Faça também os reflexos na água. Deve fazer detalhes do fundo antes de iniciar a fase final que é o detalhamento dos elementos de primeiro plano, que são a árvore, as pedras e a grama.

6 Deve fazer agora o detalhamento do primeiro plano. Nesta fase deve fazer agora os tons claros, ou seja, os elementos que estão mais a frente que são os ramos da grama, as pequenas flores e as folhas mais claras detalhadas da árvore e os detalhes mais claros do tronco.

7 Eis a pintura pronta. Nunca se esqueça de que os elementos mais distantes tem menos detalhes que os mais próximos.

terça-feira, outubro 25, 2005

artes decorativas - breve noção

Arte
Actividade criadora pela qual, trabalhando a matéria, a imagem ou o som, o homem cria beleza ao esforçar-se por dar expressão ao mundo material ou imaterial que o inspira.

Em tempos as artes dividiram-se em artes liberais (as praticadas por homens livres) e as artes manuais (praticadas pelos escravos).

Mais tarde, na Idade Média (séc.XIV), as artes foram divididas em artes mecânicas (relacionadas com artesanato) e em liberais (aritmética, dialéctica, geometria, história da música) que eram objecto de estudo nas Faculdades de Artes.

No Renascimento (séc.XV) deu-se o nome de Belas Artes. Tipo de arte que abrangia a arquitectura, a escultura, gravura, pintura. Com a evolução dos tempos a este conjunto deu-se o nome de Artes Plásticas opondo-se à arte da palavra e/ou do som.

No esforço de criar beleza recriando a realidade o homem tem-se esforçado por descobrir novas e diversas técnicas de forma a cultivar novas e diferentes culturas e estilos.

Decoração
Acção ou efeito de decorar, adornar um ambiente através de objectos atendendo a um determinado contexto (a arquitectura enquanto elemento imóvel). A decoração pode ser exterior e/ou interior.

Arte Decorativa

Visa decorar um determinado contexto imóvel (arquitectura) recorrendo ao uso de peças decorativas (objectos móveis) que o completam, conjugadas com a luz e a cor, recorrendo ao uso de esculturas, tapetes, pinturas, móveis, cortinados, objectos de cerâmica, de madeira, de metal, entre outros. Esse mesmo recurso pode variar consoante um tema, uma cultura, uma época, um estilo.

quinta-feira, agosto 25, 2005

workshop "desenho criativo" para a infância pela ANAE

esta foi a informação fornecida para o workshop "desenho criativo - romper com os estereótipos" na infância, decorrido nos dias 17 e 18 Foz do Arelho, dirigido a profissionais ligados à animação e à educação, onde foram abordadas novas estratégias e novas técnicas de desenho, de forma a desenvolver de uma forma intencional a criatividade das crianças através do desenho, valorizando este enquanto forma de comunicação visual.

Definição de Desenho
do Lat. Designu s. m., arte de representar os objectos por meio de linhas e sombras; delineamento ou traçado geral de um quadro; plano;projecto; arte de desenhar; acto de desenhar; aquilo que se desenhou. In http://www.priberam.pt/ (dicionário on-line).

Desenhar significa traçar, riscar algo. É o acto em si. Um desenho é tudo aquilo que fica registado num qualquer suporte (ex. papel, cartão, folha metal, parede, vidro, etc.) Escrever é só por si um acto de desenho. As letras são desenhos nossos codificados.
Desenhar bem. Todos nós desenhamos bem a partir do momento que desenhamos. Desenhar é diferente de representar. Muitas vezes dizemos que desenhamos mal e queremos dizer que temos dificuldades em representar algo. É diferente dizer desenhar uma cadeira e dizer, representar uma cadeira através de desenho. Quem desenha uma cadeira é o seu autor. O arquitecto é que desenha casas. Nós limitamo-nos a representá-las.
O desenho é um conjunto de sensações e de ideias. Uma composição e organização perceptiva e afectiva. Um universo infindável e disponível.O nome desenho é antes de mais pensá-lo, construí-lo e criá-lo na prática através da experiência real pelo qual ele se realiza e se contempla.

Definição de Criatividade
s. f., capacidade criadora; aptidão para formular ideias criadoras; originalidade; engenho. In
http://www.priberam.pt/ (dicionário on-line)
“O tema criatividade conta quase 50 anos de investigação, e pouco menos de banalização. Em l950, quando Guilford proferiu na American Psychological Association, de que era presidente, uma conferência sobre Creativity, o neologismo do título e a novidade do conteúdo despertaram de imediato o entusiasmo de muitos investigadores, e não tardou que o tema da criatividade conquistasse o grande público. Ora, o que era verdadeiramente inovador em Guilford é que ele enquadrava o conceito de criatividade numa teoria original sobre a "estrutura do intelecto", falando do "pensamento criador" como uma operação mental comum, acessível a todos os seres humanos e aplicável em todos os domínios. O génio criador perdia assim o seu estatuto de privilégio, o processo criativo a sua aura de mistério, e as artes o exclusivo da criação (…) Na década de 60 a convicção de que todo o ser humano possui um potencial criador "educável" dava origem aos primeiros ensaios da "pedagogia da criatividade. A ideia de que para ser criativo não é preciso nascer génio ou ser fadado para as belas-artes não podia deixar de agradar ao grande público. E uma outra ideia tocaria particularmente muitos educadores: a de que se pode estimular o desenvolvimento da criatividade individual.” In
http://apevt.pt/c1.htm.
Criatividade é o acto de criar algo. O conceito pode ser alargado para a criação de algo novo, inovador. Contudo, a criatividade varia consoante as sociedades, as culturas. Varia consoante a realidade que se conhece. Uma camisola pode ser uma criação inovadora para uma tribo hindu, mas para uma civilização europeia é uma criação banal, ainda que se lhe possam ser atribuídos elementos decorativos (padrão, corte, design) inovadores.

Eisner (1981), define quatro tipos de criatividade: Distender os limites; inventar; romper os limites e Organização estética:
“Distender os limites, será quando um indivíduo consegue ter um comportamento para além do aceitável, estereotipado e restrito, dentro dum campo mental de uma dada cultura (ex: utilização de uma borracha para estampar). É a habilidade de conseguir o possível distendendo a função.

Inventar, será o processo de empregar o conhecido para criar um objecto essencialmente novo ou uma nova classe de objectos (ex: Gutenberg, Bell e Marconi). A descoberta tem de ser seguida por uma actividade ordenada e com uma finalidade.

Romper os limites, será a rejeição ou reverso de ideias aceites (ex: Copernius, na rejeição conceptual da teoria de que a Terra é o centro do Universo). Discernimento das falhas nas teorias contemporâneas e visões do possível, acompanhadas da capacidade de estabelecer uma ordem e estrutura entre as falhas que descobriu e as ideias que gerou.

A Organização estética, é caracterizada pela presença de elevado grau de coerência e harmonia dos objectos, conferindo ordem e unidade às coisas.

Os três primeiros tipos de criatividade são caracterizados pela novidade, enquanto que neste último, esta poderá não existir. Na criança e adolescente, a organização estética é rara, portanto quando aparece alguém que consegue organizar uma forma, dando-lhe coerência e harmonia, este dote particular será considerado como um tipo de criatividade.” In http://www.apevt.pt/c8.htm

Definição de Estereótipo
do Gr. Sterós, sólido + týpos, tipo, s. m., obra estereotipada;impressão por estereotipia; fig., opinião preconcebida, difundida entre os elementos de uma colectividade; lugar-comum;chavão. In
http://www.priberam.pt/ (dicionário on-line)
Entenda-se estereótipo como toda a representação tipo da realidade (sol através de um círculo amarelo rodeado por riscos da mesma cor que visam representar os raios). Um estereótipo é uma representação simbólica facilitada entendida por todos, que por sua vez foge à representação da realidade. A tendência de desenhar estereótipos é causada pela falta de exercício mental da realidade envolvente à qual está associada a necessidade de uma comunicação fácil e imediata.


Definição de Esquema
do Lat. schema < Gr. schêma, figura, s. m., representação gráfica de um facto ou de um objecto nas suas linhas gerais; delineamento da estrutura das partes ou ideias de um texto, de uma obra, de um projecto, etc.; resumo; sinopse; proposta submetida à deliberação de um concílio; ant., designação genérica de todas as figuras, formas ou ornatos de estilo.
Entenda-se esquema como um resumo representativo da realidade. Ou seja, uma forma simples de representar o que é complexo através da minimização das formas. Por vezes a necessidade de desenhar um esquema advém da falta de conhecimento da realidade circundante. Exemplo: um carro, o carro é desenhado através da sua forma, linhas de contorno.
Abandonar os estereótipos e os esquemas
O abandono dos estereótipos e dos esquemas passa, essencialmente, pelo acompanhamento sistemático do desenho realizado pela criança. Ao educador/professor cabe o papel de proporcionar à criança o recurso à visualização mental da realidade, de modo a que a criança consiga transmitir para o papel o seu conhecimento da realidade.
O educador/professor deve possibilitar/alargar os horizontes da criança mostrando-lhe, de uma forma diversificada e sistemática, exemplos reais (casas, árvores, carros, figura humana,…) para que a criança possa efectuar escolhas e comparações.
É muito importante a análise dos desenhos realizados com o grupo de trabalho. Esta análise assenta essencialmente na comparação entre o representado e entre a realidade propriamente dita. Mas cuidado! O objectivo da análise não é estimular a criança a representar o real tal como é, mas sim abandonar os estereótipos e os esquemas representados. A seu tempo, e devidamente acompanhada, a criança começa a estabelecer regras e mecanismos de representação correctos, e só assim poderá estar disponível para o desenvolvimento da criatividade através do desenho e não só…

Motivação e reforço positivo
A criança quando “faz” um desenho está simultaneamente a pensar na aceitação deste. Qualquer tipo de castração, inibição, reforço negativo ao desenho realizado pela criança é o principal motivo para que a criança diga: “Não sei, não consigo desenhar!”.
A motivação e/ou reforço positivo passa, essencialmente, por valorizar sempre o trabalho realizado promovendo simultaneamente o seu melhoramento. Um trabalho, qualquer que seja, pode ser sempre melhorado. Quando se diz a uma criança que o seu trabalho está muito bom podemos estar a estabelecer o limite da sua criatividade. A criança é insatisfeita por natureza. O educador/professor deve promover essa mesma insatisfação de forma a estimular a criatividade na criança. Insatisfação essa que se quer positiva, visando a melhoria, o encontro com as potencialidades/capacidades inerentes à própria criança. Outra forma de reforçar positivamente o desenho da criança é respeitá-lo enquanto produção, valorizá-lo nem que seja através de um simples destaque, de uma moldura, entre outros…
Potencialidades dos materiais
A criança deve ter à sua disponibilidade uma grande diversidade de materiais. Numa fase inicial a criança deve ter contacto com os materiais para poder tomar conhecimento das potencialidades destes. Não confundir utilização dos materiais com técnicas. A diversidade de materiais disponíveis vai possibilitar à criança a escolha. No entanto, o educador/professor deve estar atento à escolha efectuada, essa escolha pode ser um refúgio e não um recurso à criatividade. Exemplo: para representar o céu é muito mais útil usar uma tinta aguada ou um lápis de cera, mas no entanto a criança pode utilizar estes mesmos materiais para não ter trabalho na representação do céu através de outras formas.

O educador/professor deve exemplificar as potencialidades dos materiais e mostrar exemplos de trabalhos realizados. A criança gosta de ver exemplos, são os exemplos que lhe possibilitam a construção da realidade.

Desenhar a partir de modelos (não confundir modelos com exemplos)
O educador/professor deve evitar o recurso a modelos. Deve ainda evitar que estes estejam colocados na sala de aula. A criança tem tendência a procurar modelos em detrimento do recurso à imaginação. A visualização de modelos influência a representação da criança. Limita-lhe a criatividade.
Contudo, os modelos podem ser utilizados como recurso, se e só se, o seu recurso for devidamente acompanhado e diversificado. Se à criança forem explicadas as razões (técnicas, estilos, contexto, objectivos) de determinado modelo, ela vai querer também recorrer à estratégia utilizada pelo autor do modelo. Vai querer também ela ser criativa. É importante explicar à criança que o autor também já foi criança e que teve todo um percurso até conseguir os resultados apresentados para que a criança entenda que a criatividade está dentro de nós e que só tem de ser desenvolvida.

Alguns exemplos de actividades para desenvolver a criatividade através do desenho:
Ex.1 – A partir da cópia do excerto/pormenor de uma pintura/desenho, a criança cria um possível desenvolvimento da obra;
Ex.2 – a partir da audição de uma música a criança faz o registo do sentimento provocado pela música;
Ex.3 – A partir de um texto a criança cria uma ilustração para o mesmo;
Ex.4 – realizar desenhos com partes do corpo (mãos, pés) através do recurso a tintas aguadas em suportes de grandes dimensões;
Ex.5 – a partir de um objecto (colado na folha) representar uma composição com sentido e outra sem sentido;
Ex.6 – propor a invenção de um objecto, de uma figura, etc.;
Ex 7 – propor alterações a um qualquer desenho, objecto;
Ex.8 – imaginar um sentimento e representá-lo através de pontos, linhas (curvas e rectas);
Ex.9 – desenho de grupo através da troca de folhas a cada minuto;
Ex. 10 – realizar uma composição (tema) com mais do que 3 lápis ao mesmo tempo.
Obs. O recurso a música de fundo aquando da realização de uma qualquer actividade de exploração plástica possibilita um maior apelo aos sentidos e, por sua vez, à criatividade.

Fontes recomendadas
Bibliográficas:

BARRETT, M, Educação em Arte. Lisboa: Editorial Presença/ Martins Fontes, 1979.
BOHM, D.; PEAT, F. D., Ciência, ordem e criatividade. Lisboa, Gradiva, 1989
CAMPBELL, Ensino e Aprendizagem Por Meio das Inteligência Múltiplas, 2º Edição, Prata de Oliveira, 2000
DALILA D'Alte Rodrigues, A Infância da Arte, A Arte da Infância, Edições ASA, …
EISNER, E. & ECKER, D. Avaliação em Arte, Educating Artistic Vision. Londres: Macmillam, 1981
GARDNER, H., Mentes que criam: Uma anatomia da criatividade observada através das vidas de Freud, Einstein, Picasso, Stravinsky, Eliot, Graham e Gandhi. Porto Alegre, Artes Médicas, 1996.
GREIG, Criança e Seu Desenho, 1º Edição, Prata de Oliveira, 2004
LOWENFELD, V. & BRITAIN, L, Desenvolvimento da capacidade criadora, São Paulo: Mestre Jou, 1977
MASSIRONI, Manfredo, Ver pelo Desenho, edições setenta, 1996
Internet:
http://www.apevt.pt/recursos.htm (associação professores evt)
http://afmpsi.planetaclix.pt/deccmybook0304.pdf (psicologia da criatividade)
http://www.hitentertainment.com/artattack/ (artattack)
http://www.po.web.pt/index.html?target=dept_10.html&lang=pt (livraria Prata de Oliveira)